Kings of Leon teve uma estranha evolução como banda. Passaram do rock and roll de garagem setentista de Youth and Youngmanhood para o Nashville-indie-rock de Aha Shake Heartbreak tão rapidamente que nem foi notado. A inclinação para o indie-rock "de arena" subsequente podia ser sentida, só que apenas para os mais apaixonados, eu imagino. Because of the Times e Only by the Night foram surpresas para mim, talvez por ter arrefecido minha euforia pela banda, depois de King of the Rodeo. Mas esse glam-indie-rock "de arena" que aparece no terceiro e quarto álbuns me agradou muito mais do que eu imaginava que uma banda "crua" como eles podia agradar. Antes eu ouvia Kings of Leon pela nostalgia suja e mal-solada de setenta. Agora eu ouço para realmente ouvir uma banda contemporânea e dinâmica, que evolui sem modernismo algum, apenas com uma capacidade de abstração de cada integrante da banda incrível. É uma das bandas de som provinciano mais inteligentes que existem hoje em dia. Com apoteoses u2ísticas como em "Knocked Up", country-rock pulsante em "Fans", workshop de como deveria soar o Velvet Revolver (um fracasso) em "Charmer" (com direito a gritinhos importados de Roger Waters em "Careful with that Axe, Eugene"), o som glam de "Sex on Fire" e "Use Somebody" e também na reflexão pedofílica de "17". É justamente o "Only by the Night" que apresenta um som mais "de arena", talvez seja a produção acabadíssima. O ponto fraco da banda, na minha opinião, é o baixista Mike Jared Followill, suas linhas não me agradam e ele serve para dar um passo para trás em cada dez passos para frente que conseguem os outros integrantes da banda. Ou seja, não faz muita diferença, a banda continua seguindo.
Tomara que siga mais a frente ainda no próximo disco da banda, chamado "Come Around Sundown" que será lançado no dia 18 ou 19 de outubro, há uma confusão de datas na internet. O disco já tem um single lançado. A música chama-se "
Radioactive", e não dá pra fazer leituras muito precisas de como soará esse próximo álbum a partir desta canção (a não ser a postura "filantrópica" do clipe), ela soa muito como a banda já soa, e pra dizer a verdade, não acrescenta nada que a gente não saiba de cada um dos integrantes da banda. Vamos esperar para saber o que acontecerá. Segue o tracklist e a capa do disco.

1 - "The End"
2 - "Radioactive"
3 - "Pyro"
4 - "Mary"
5 - "The Face"
6 - "The Immortals"
7 - "Back Down South"
8 - "Beach Side"
9 - "No Money"
10 - "Pony Up"
11 - "Birthday"
12 - "Mi Amigo"
13 - "Pickup Truck"
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