13.7.11

Nosaj Thing

Desculpem a minha frequência (como se vocês se importassem...), mas andei hunting for music na internet esses dias de férias da faculdade e saca só o que achei!!! um novo nome no meu mp3... música eletrônica de qualidade!! Meio dubstep, meio glitchy... e muito saboroso!!

Nosaj Thing, ladies and gentleman:

23.4.11

Complexidade e Contradição em Kieran Hebden, a.k.a. Four Tet

Four Tet curte minimalismo. Four Tet curte jazz. Four Tet curte hip-hop. Four Tet curte funk. Four Tet faz música eletrônica e nada que se pareça com os gêneros citados. A síntese que acontece na cabeça de Kieran Hebden (o Four Tet) é muito interessante. Tenho ouvido seus discos nas últimas duas semanas e o que me parece é que, no ano de 2008, quando lançou o EP Ringer, ele finalmente parou para pensar no que tinha feito em quase uma década de música, e percebeu que faltou o principal: a música eletrônica. O que nós conseguimos identificar como música eletrônica normalmente, não é facilmente identificável no trabalho de Kieran Hebden. Até Ringer, sua música era chamada "eletrônica" mais pelo fato de ele usar loops, samples e uma manipulação "fragmentada" do som (mais própria da música dita "eletrônica") do que na própria estética de sua música, ele não (ou pouco) usava synths ou baterias eletrônicas, nem endorsava o estilo "vou-para-balada-tomar-ecstasy", ele curtia mais um "vou-tomar-ecstasy-em-casa-mesmo". A repetição está lá, o aparecimento progressivo de temas e um certo desenvolvimento deles também. Mas também está na música minimalista, que é mais identificável no som inicial do Four Tet. Sua música (até Ringer) sempre esteve ligada ao jazz, a existência de uma bateria livre, provavelmente sampleada (impossível 100% de certeza, já que Kieran modifica as frases magistralmente a cada compasso, como se estivesse improvisando bateria com uma mesa de som) e a liberdade dos temas eram o que nos fazia lembrar do gênero, mas sabendo ao mesmo tempo se tratar de um território diferente, meio contraditório. A bateria e o riff grave de A Joy pede mais um solo descontrolado de saxofone ou um sintetizador com fuzz do que a guitarra limpa dedilhada, que, de outra maneira, seria a música tema de Cidade dos Anjos cantada pelo Goo Goo Dolls. Da mesma forma, She Moves She é de uma dialética imbatível. Começa com um groove funkeado, nos animamos, entra um tema apoiado por um glockenspiel e algum instrumento de cordas abafado, que podia ter sido gravado no final de um épico esquecido de 23 minutos do Mike Oldfield, como apoteose da canção, só que totalmente deslocado e nem um pouco majestoso aqui, nos frustramos, mas começamos a entender o que Kieran quis dizer, só que, quando nos habituamos à atmosfera, entra um sintetizador (?) ou falha sonora de estúdio sampleada (???), feedback manipulado feito sample (????), que nos leva a algum lugar que não sabemos se podemos voltar. Estamos completamente no mundo árduo e dialético de Four Tet. Mas inabandonável depois que a gente se acostuma. Quer dizer, até certo ponto. Eu estava no EP Ringer, mas em There is Love in You, seu mais recente trabalho, a coisa fica um pouco mais complicada. Ter o conhecimento da dialética de Kieran antes de ouvir esse disco é importante. Mas nele há um fator pouco explorado antes por Four Tet. O tédio. Love Cry é praticamente um ensaio sobre o tédio. Ou pelo menos o que é o tédio na música. Quase nenhuma mudança acontece depois que a contraditória bateria entra por cima do teclado que sofre para não morrer, bateria pulsante, quase uma paródia do batidão sem sentido dos djs espalhados pelo mundo. A informação dessa música está na repetição do tema até a morte, como para sublinhar e dizer: "você entendeu mesmo?", "isso é assim". Quando a música cresce e aparece um synth grave liderando um clímax é decepcionante, nada acontece. Entra um sample vocal e mais uma vez você é testado. Sensacional. Circling até no nome nos faz lembrar do minimalismo de Steve Reich, a paródia de si mesmo do começo é sensacional, o tema é feito no violão, remetendo ao som de outras épocas, como eu Pause (álbum de 2001). Outra paródia ao que me parece aparece em Sing, a tipo-hit do álbum. Esta canção está entre uma das melhores que ouvi em 2010. Ela começa dizendo: "essa é a minha origem, daqui de onde eu vim". Realmente é uma homenagem maravilhosa, digna de Monte Pitão dizendo que George Harrison come merda mas homenageando ele por ser uma piada carinhosa. Sing é uma música que deve ter terminado com umas 24 trilhas em sua mixagem só que para quem ouve, parece ser um repertório bem menor de loops. Reconhecê-los e organizá-los mentalmente é importantíssimo para se poder entender o que eles querem dizer, a lógica que têm quando misturados, o groove funkeado do final faz essa parecer outra música e depois a volta do tema inicial nos faz lembrar que aquilo tudo foi um exercício de sintaxe musical de quase 7 minutos. Parece pouco para os floydheads, mas passar por esses 7 minutos com a atenção totalmente voltada para os sons que surgem te cansa mais do que ouvir o Animals com atenção redobrada. Talvez um fator que afaste o público desse tipo de música eletrônica, seja que a mixagem é realmente um instrumento a mais e que deve ser interpretada como um instrumento e isso é algo muito distante da realidade até porque poucas bandas tratam a mixagem como tal. Em A Joy, temos uma suspensão (literalmente, um mute) do som da bateria de por volta de um segundo, que nos deixa sem chão, no meio de um pulo, sem ar, para voltar à todo vapor no segundo seguinte. Tal uso da mixagem, para hoje, tem o mesmo significado que um acorde suspenso tinha para a música de ontem (um acorde com quarta, ou com sexta, ou mesmo com sétima, que pede outro, que não parece conclusivo). O modo como a mixagem é usada nos ajuda a ver a bateria em evidência, ou um synth, ou um baixo, ou qualquer outra coisas, "falhas" sonoras, ruídos, "cortes" propositais na repetição de um loop, esses artifícios de produção musical foram tão usados que acabaram criando um vocabulário próprio, que chamam de IDM (ou Intelligent Dance Music), não vou discutir o nome pomposo, mas não é apropriado chamar um gênero musical assim, até porque nenhum gênero musical é inteligente ou burro, já que é válido se carregado de valor cultural. O funk carioca traz consigo uma elevada carga cultural, M. I. A. nos atesta isso. Então, para chegar ao fim desse longo parágrafo escrito às pressas, There is Love in You é uma espécie de ensaio sobre como se faz e se ouve música eletrônica no mundo, começar um disco com a estática Angel Echoes é algo que só um artista seguro de si e com muitos lançamentos nas costas (inclusive remix comissionada de gente do naipe do Radiohead) pode fazer, não que ela seja uma espantadora de fãs, mas porque é um pequeno choque para o "acostumado" ao som do Four Tet. Esse cara não existe.

Four Tet - There is Love in You (2010) ; nota: 9,0

9.3.11

voltei?

Procuro voltar a postar, pelo menos com alguma frequência (tipo semanalmente ou de três em três dias). Vamos com algumas pequenas informações que vi por aí. Os Strokes vão lançar disco novo em breve, vai se chamar Angles e liberaram algumas músicas em streaming, no comments yet mas as espectativas são boas. Panda Bear vai finalmente lançar seu Tomboy, que pelos singles que já ouvi, será muito bom! O disco será o primeiro de sua carreira a ser lançado no Brasil, esqueci o selo. O of Montreal vai lançar um EP em breve, thecontrollersphere, (já está disponível sua pré-venda e download no site da Polyvinyl), ouvi uma faixa, Black Lion Massacre, que tem uma textura sonora metálica que reveste toda a música. É diferente, no mínimo, mas em 27 de abril (quando poderemos ouvir todo o EP), vamos saber o que é que vem. São faixas gravadas durante as sessões do False Priest, então espero alguma relação com a sonoridade do disco. Kevin Barnes é um louco e cada dia fica mais louco. Destroyed, novo álbum do Moby, será lançado dia 17 de maio, e o antes liberado para download grátis no site da banda (apenas para membros do fã clube) The Fall, do Gorillaz, será lançado em cd e vinil no dia 16 de abril. Também o Metronomy tem em abril data de lançamento de novo material, The English Riviera poderá ser comprado a partir do dia 11. Como vocês podem ver, o ano começou muito bom, por isso me motivei a voltar com o blog. Vou tentar postar por esses dias comentários sobre o King of Limbs do Radiohead, alguma coisa sobre Sufjan Stevens e o Akron/Family, que também lançou álbum novo em fevereiro. Hoje ouvi o With the Beatles remasterizado e é uma beleza de som. Lindo. Não tem muito mais o que falar porque esse post é mais para decretar a "volta do limbo" do took-a-look, declarar que sou Odisseu voltando pra casa. É bom que tenha almoço. took-a-look está de volta. Tomara.

29.9.10

Kings of Leon e novo álbum

Kings of Leon teve uma estranha evolução como banda. Passaram do rock and roll de garagem setentista de Youth and Youngmanhood para o Nashville-indie-rock de Aha Shake Heartbreak tão rapidamente que nem foi notado. A inclinação para o indie-rock "de arena" subsequente podia ser sentida, só que apenas para os mais apaixonados, eu imagino. Because of the Times e Only by the Night foram surpresas para mim, talvez por ter arrefecido minha euforia pela banda, depois de King of the Rodeo. Mas esse glam-indie-rock "de arena" que aparece no terceiro e quarto álbuns me agradou muito mais do que eu imaginava que uma banda "crua" como eles podia agradar. Antes eu ouvia Kings of Leon pela nostalgia suja e mal-solada de setenta. Agora eu ouço para realmente ouvir uma banda contemporânea e dinâmica, que evolui sem modernismo algum, apenas com uma capacidade de abstração de cada integrante da banda incrível. É uma das bandas de som provinciano mais inteligentes que existem hoje em dia. Com apoteoses u2ísticas como em "Knocked Up", country-rock pulsante em "Fans", workshop de como deveria soar o Velvet Revolver (um fracasso) em "Charmer" (com direito a gritinhos importados de Roger Waters em "Careful with that Axe, Eugene"), o som glam de "Sex on Fire" e "Use Somebody" e também na reflexão pedofílica de "17". É justamente o "Only by the Night" que apresenta um som mais "de arena", talvez seja a produção acabadíssima. O ponto fraco da banda, na minha opinião, é o baixista Mike Jared Followill, suas linhas não me agradam e ele serve para dar um passo para trás em cada dez passos para frente que conseguem os outros integrantes da banda. Ou seja, não faz muita diferença, a banda continua seguindo.

Tomara que siga mais a frente ainda no próximo disco da banda, chamado "Come Around Sundown" que será lançado no dia 18 ou 19 de outubro, há uma confusão de datas na internet. O disco já tem um single lançado. A música chama-se "Radioactive", e não dá pra fazer leituras muito precisas de como soará esse próximo álbum a partir desta canção (a não ser a postura "filantrópica" do clipe), ela soa muito como a banda já soa, e pra dizer a verdade, não acrescenta nada que a gente não saiba de cada um dos integrantes da banda. Vamos esperar para saber o que acontecerá. Segue o tracklist e a capa do disco.

1 - "The End"
2 - "Radioactive"
3 - "Pyro"
4 - "Mary"
5 - "The Face"
6 - "The Immortals"
7 - "Back Down South"
8 - "Beach Side"
9 - "No Money"
10 - "Pony Up"
11 - "Birthday"
12 - "Mi Amigo"
13 - "Pickup Truck"

16.9.10

Animal Collective e a revelação do mês: Björk

Pode parecer estranho, mas eu nunca tinha ouvido Björk. Ouvi hoje e posso afirmar que foi ótimo ter demorado tanto tempo até ter esse primeiro contato. Se ele fosse há 5 anos eu ia odiar a cantora e nunca mais ouvir, há dois anos ia dizer que era uma merda e ignorar, com toda a parafernália eletrônica e melodias progressivas. Mas hoje não, já estou preparado e treinado para lidar com sons processados em computador, e minha fase de conservadorismo passou. Björk é muito bom e tem uma ótima história, vindo de uma banda que se orgulhava de ser anticomercial a ponto de recusar várias gravadoras para lançar o primeiro disco, tinha a missão de ser para sempre ícone underground na Islândia. Depois ela "evoluiu" para "revelação pop" da primeira metade da década de 90, em seguida revolucionou o próprio som com uma música mais experimental na virada do milênio e, ao que parece, dá sinais de uma "volta-às-origens" com as gravações recentes. Tanto no pop, quanto no experimental, Björk tem talento e competência.

take-a-look >> Björk - Jóga

Já no caso do Animal Collective, o experimental é uma constante na banda. Eles lidam bem com ruídos, ambientações, viagens lúdicas e, como quase tudo recentemente e para o nosso deleite, pop. Não no sentido da Björk que falei há pouco. É mais uma história do pop, uma relação filosófica, de desafio e aprimoramento. E um dos integrantes, Panda Bear, realmente acredita que a música é uma experiência de trascendência. A obra da banda é daquelas que mais me animam, nenhum álbum é igual ao outro e me refiro não à evolução natural que quase toda banda passa (com exceção de Nickelback e algumas outras), mas mudanças na instrumentação e estética. No álbum de estreia, "Spirit The're Gone, Spirit They're Vanished" predomina um experimental nonsense, com instrumentos eletrônicos, o terceiro disco, "Campfire Songs", preza pelo lo-fi e pelo som ambiente totalmente acústico (violões) e os mais recentes "Strawberry Jam" e "Merriweather Post Pavilion" combinam um pop completamente inspirado (soa como homenagem) em Beach Boys misturado com um senso quase minimalista de repetição e uma panaceia de instrumentos evoluindo juntos. Parece tropicália americana. Noise melódico. Sons tribais e Steve Reich. Animal Collective me deixou muito feliz com o que está acontecendo na cena atual. Me deixa empolgado e realmente esperançoso de que aconteça novamente uma revolução musical como ouve na década de 60. O pop está indo cada vez mais longe.

take-a-look >> Animal Collective - In the Flowers

Próxima vez eu falo de Dirty Projectors, outra banda sensacional dos últimos tempos.

13.9.10

Strokes no Fashion Week e álbum novo

Os Strokes tocaram no Metropolitan Opera, na madrugada do dia 12 para o 13, em Nova Iorque, depois de 4 anos sem tocar na cidade. Isso representa, pelo menos para mim, que a banda está ainda viva. Foi um pequeno set de clássicos da banda, para a seleta plateia composta apenas de convidados do New York Fashion Week. Segue o setlist:

'New York City Cops'
'Hard To Explain'
'You Only Live Once'
'12:51'
'Last Nite'
'Reptilia'
'Someday'
'Juicebox'


Eu era e ainda sou muito fã de Strokes. A euforia inicial diminui mas ainda me agrada bastante os dois primeiros álbuns da banda, o terceiro eu não ouvi muito, mas pretendo fazê-lo conforme vá se aproximando a data de lançamento do quarto disco, que está previsto para Março de 2011.

Em alguns comentários ao NME Julian Casablancas defende o produtor que começou os trabalhos com a banda em Room on Fire e está, no momento, trabalhando nas mixagens do novo álbum. David Khane já trabalhou com o Sugar Ray e é de certa forma responsável pela mudança de sonoridade (ambientação) do som cru de Is This It? para o som mais "profissional" (como o próprio Casablancas fala) de Room on Fire. Eu, particularmente, prefiro a sonoridade mais "de garagem" do primeiro disco, mas a mudança deixou o som da banda um pouco mais sensual (não descartável ou assessível), pelo menos a meu ver, e eu também acho interessante.

Em certa altura da reportagem, Casablancas faz uma espécie de apologia a Khane, declarando que o produtor aprecia "música moderna atonal" e que preza a originalidade na música. Eu achei um comentário muito fraco, porque por mais que ele aprecie música atonal, a música dos Strokes não é atonal, é pop. Um pop sujo, mas não deixa de ser pop. Lógico que ele disse isso para defender que Khane não quer transformar os Strokes num Bruce Springsteen ou Elton John, mas não foi um argumento muito convincente. Aguardo o próximo lançamento dos Strokes.

Ano passado Julian Casablancas lançou um álbum solo chamado Phrazes for the Young, muito interessante, vale a pena conferir.

walkthru

Aqui vai um pequeno walkthru sobre como funciona esse blog. Para deixá-lo mais personalizado modifiquei algumas coisas.

looks - lista de postagens
deserves-a-look - lista de blogs que recomendo
looked by - postado por
outlooks - comentários

Em breve, o primeiro took-a-look do blogue, aguardem.

12.9.10

enter took-a-look

Sejam benvindos a este novíssimo blogue de resenha de álbuns took-a-look. Espero que seja repleta de bons auspícios a história deste site. Como não tenho nenhuma resenha preparada, este primeiro post serve apenas de enchição de linguiça e uma espécie de Prefácio do conteúdo vindouro. Andei pensando qual seria a resenha de estreia. Como seria boa uma antologia, talvez Beatles ou Kinks, ou Stones, mas isso daria muito trabalho e acho melhor ser fiel à minha ideologia do início ao fim e começar resenhando algo que estou escutando no momento, o que se resume a alguns atos de Ambient-Techno e bandas Indie.

Neste blogue não há lugar para discussão de estilos que vão além da música, será vista de maneira bem crua a divisão estética que existe. Não me venham com gótico, emo, punk ou alternativo como visto nas avenidas, o que aparecerá por aqui serão esses estilos como representados musicalmente, abstratamente, e isso nada tem a ver com o que se vê, apenas com o que se ouve.

Eu queria também ser de serventia informando os leitores com eventuais lançamentos ou notícias sobre música, porém isso vai ser um pouco difícil pois nem sempre estou eu mesmo 100% informado sobre esse assunto. Portanto fica aqui registrado que não existirá método algum neste blogue, ele funcionará no pleno fluxo de consciência. Também peço perdão antecipado por futuras negligências que acontecerão, existem algumas coisas na música que não tolero, tampouco estou aberto para discussões, mas aqui a exceção será feita já que desejo antes de mais nada diálogo perpétuo com os leitores, se houver algum.

Já começo o conteúdo propriamente dito do blogue informando que no dia 14 de setembro, a banda Of Montreal estará lançando o álbum False Priest e o Vaselines lançará o seu segundo disco de inéditas (!!!), depois de 20 anos, e esse é o destaque deste post de estreia, chamado Sex with an X. Já no dia 27 de setembro, Mark Ronson lançará seu terceiro álbum, que muito aguardo, chamado Record Collection. Finalizo com uma pequena lista de músicas que ouvi hoje:

Beach House - Silver Soul
Death Cab for Cutie - Bend to Squares
Le Tigre - On the Verge
Aphex Twin - Cliffs
Wilco - Deeper Down
Moderat - A New Error
Autechre - r_ess
Roots - The Seed (2.0)
The Orb - Earth (Gaia)
Modest Mouse - Lounge
Vaselines - Ruined